sábado, 22 de dezembro de 2012

Reforço do mate milagroso...

    Na semana do primeiro jogo decisivo do Campeonato Mato­-grossense de Futebol de 68/69 – nos primórdios do futebol profissional em Mato Grosso o certame começava num ano e terminava no outro – entre Mixto e Operário, o técnico tricolor Tchê Teodorico caprichou na preparação física da moçada. Foi treinamento físico de terça-feira a sábado, nada de bola.
    Os jogadores estranharam e alguns até reclamaram do excesso de preparo físico. Mas o treinador deu continuidade à programação para manter a equipe bem condicionada fisicamente. Pior: os jogadores sabiam que o técni­co não entendia patavina de preparação física...
    Para complicar ainda mais a situação, o Operário realizava seus trei­nos num campo de areia de goma, pesado que só. O campo ficava no lugar onde funciona atualmente a Associação Cultural Nipo-Brasileira, em Várzea Grande, com entrada pela Rua Castro Alves.
   Todo mundo sabia que aquele campo não prestava para preparação física por seu piso ser duro demais. Mas a ordem para o Operário treinar ali era do presidente Rubens dos Santos, que era muito amigo do dono do terreno, Hélio Jesus da Fonseca.
    Chegou o dia do jogo, que foi apitado pelo então mais famoso árbitro do futebol brasileiro, Armando Marques. Enquanto o Mixto deslanchava bo­nitinho, tocando direitinho a bola, o Operário parecia empacado. Resultado: o Mixto ganhou por 2x1.
    Na terça-feira, quando os jogadores chegaram ao campo para iniciar os preparativos para a segunda partida decisiva e Tchê Teodorico mandou o plantel se trocar para uma sessão de preparação física, Glauco gritou: “Eu não vou treinar...”
    O quarto-zagueiro operariano tinha um bom motivo para não fazer física: ele estava envergonhado do baile que havia levado do ponta-de-lança mixtense Marcelo no primeiro jogo decisivo. Até parecia que suas pernas es­tavam amarradas: Glauco, logo ele, perdeu todas as jogadas que disputou com o atacante mixtense.
    É claro que os demais jogadores seguiram o exemplo de Glauco, re­cusando-se a fazer física. Tchê Teodorico ainda tentou convencer a rapaziada a treinar, porém não adiantou: ninguém lhe deu bola.
    Veio o segundo jogo. Com os jogadores bem descontraídos e sem a musculatura fadigada, os tricolores fizeram uma grande partida e o Operário venceu, com folga, por 3x1. Operário e Mixto foram, então, para a decisão, dia 2 de fevereiro de 1969. O tricolor venceu por 3x2, conquistando o bicampeo­nato mato-grossense de futebol profissional.
    Por ocasião da 2ª partida entre tricolores e alvinegros, quando os operarianos entraram no vestiário viram num canto uma jarra, bem grande, até a boca de chá-mate. Alguns olharam de soslaio para a vasilha. Por que chá -mate e não suco ou outro líquido para os jogadores tomarem antes de entrar em campo? – questionavam entre si.
    Glauco chamou o lateral direito Darci Piquira, na inocência dos seus 17 anos, apontou para a jarra e lhe disse como se estivesse dando uma ordem: “Não beba isso aí, garoto...”
   Notando a desconfiança dos jogadores, o técnico Tchê Teodorico prometeu que depois falaria sobre o segredo da jarra de chá-mate. Mas nem precisou explicar nada: com a vitória, o pessoal queria mesmo era festejar a fácil vitória...
    A decisão foi marcada para quarta-feira à noite. No vestiário, a mes­ma jarra transbordando de chá-mate, consumido geladinho, porém em quan­tidades bem dosadas, inclusive durante a partida, por alguns jogadores. De vez em quando algum jogador chegava na beira do campo e dava uma beiçada no chá...
   Com a vitória por 3x2, do Dutrinha os operarianos, até carregados pelos torcedores, foram direto, a pé, festejando pelas ruas, para o Bar Verdecap, que funcionou durante muitos anos no local onde foi construído tempos de­pois o Hotel Presidente na Avenida Getúlio Vargas, esquina com a Rua Barão de Melgaço. A concentração de jogadores e torcedores no Verdecap foi rápida, porque a turma queria mesmo era ir para a boate Tabaris, no Boa Esperança, para encerrar a noite com uma festa do bicampeonato em alto estilo.
    Na boate, finalmente, os operarianos desvendaram o mistério do chá-mate. No segundo jogo, o Operário tinha contado com o reforço de uma “seleção” de 30 comprimidos dissolvidos de vários tipos de estimulantes; no 3º, a “seleção” foi reforçada com mais 10 comprimidos, principalmente de Per­vintin.
Pelo que se conta até hoje, a ideia do “reforço” do chá-mate como doping teria sido do atacante Gebara, do Operário. Em alguns jogadores, o consumo do chá-mate teve efeito retardado. O ponteiro esquerdo Upa Negui­nho, por exemplo, teve que tomar muito leite de madrugada, depois da farra na Tabaris, para se livrar de uma terrível dor estomacal, enquanto o meio campo Tatu queria porque queria voltar ao Dutrinha para continuar jogando...
Reproduzido do livro Casos de todos os tempos Folclore do futebol de Mato Grosso

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

E agora, chefe?

   Sob o comando do técnico João Batista Jaudy, o Operário, de Várzea Grande, disputava um amistoso com a Portuguesa, do Rio de Janeiro, no Dutrinha. O jogo estava relativamente equilibrado, porém o ponteiro esquerdo do time carioca infernizava a vida do lateral direito JK, levando perigo constantemente à meta operariana.
  
  O atacante da lusa carioca pegava a bola em seu campo e arrancava em velocidade para cima do zagueiro operariano. Quando JK partia para o combate, o ponteiro jogava o corpo para a direita e saía pela esquerda, deixando seu marcador na saudade.
   A certa altura do jogo, depois do atacante repetir a jogada pela quarta vez o técnico Jaudy não aguentou e gritou: “Você é burro, JK? Não está vendo que o cara é canhoto e só sai pela esquerda?...”
 
   Muita gente que estava até mais distante do banco de reservas do Operário ouviu o grito de Jaudy.
E, certamente, o jogador da Portuguesa também ouviu a bronca do treinador...
 
Na primeira bola que chegou aos pés do atacante da Portuguesa, ele avançou na direção do gol e ao ser enfrentado por JK ameaçou sair pela direita e saiu mesmo, enquanto JK esticava a perna direita para tentar impedir a passagem do adversário pelo lado esquerdo do ataque do time visitante.
 
   Desnorteado com o drible que havia levado de novo, JK olhou para Jaudy e gritou: “E agora, chefe?...”
 
  – Agora, você vai para a pqp!  – foi a resposta do treinador...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

HONRA AO MÉRITO ESPORTIVO (15 DE NOVEMBRO DE 2012)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Gente fina e tranqueira

    Pessoas mais polidas, educadas, humildes, do que os irmãos Cruz Bandeira – Otair, Delvi, Idelvan e Juraci – que militaram no futebol do Mato Grosso indiviso entre 1957 e 1964, os dois primeiros defendendo o Araguaia Esporte Clube e os outros dois o Coxim Esporte Clube, estavam para nascer. Mas gente mais encrenqueira e curva de rio do que os quatro provavelmente não passou pelo futebol mato-grossense naquele período.
 
   Fora de campo, Otair, que continuou sendo chamado pelo apelido de Ica mesmo depois que virou desembargador e presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso; o hoje promotor de Justiça aposentado Delvi; o advogado Idelvan e o então exator de rendas de Coxim, Juraci, eram um primor de pessoas. No entanto, quando trocavam suas vestes chiques que suas profissões lhes impunham por camisa, calção, meião e chuteira para jogar bola, viravam, individualmente, um poço de ignorância, grosseria, estupidez, ironia...
   O mais mala dos quatro era Ica, que mesmo já investido na função de juiz de Direito de Alto Araguaia, quando entrava em campo esquecia sua condição de magistrado e aprontava pra diabo. Era provocador, insolente e briguento. Alto e forte como um touro, se precisasse, saía na porrada com adversários, sem se importar em que chão estava pisando...
   Em 1961 ou 62 – Pedro Lima não se lembra exatamente o ano – o AEC foi disputar um amistoso com um time de Mineiros, cuja população sempre recebia muito bem os alto-araguaienses. Para variar, Ica, que raramente jogava uma partida inteira, porque era sempre expulso de campo, criou uma confusão tão grande que o juiz suspendeu o jogo quando eram decorridos apenas 20 minutos.
   Para azar dos defensores do "Panterão", Ica foi se envolver logo com um jogador de uma família numerosa de baianos que viviam em Mineiros. Os homens da cidade não entraram em campo – nos velhos tempos não existia alambrado para proteger os jogadores – mas mandaram suas mulheres e namoradas fazer suas vezes. Elas obedeceram à ordem com vontade. E só pararam de bater nos jogadores do "Pantera do Leste" quando suas sombrinhas estavam em frangalhos...
– Naquele dia nós apanhamos pra valer. Mas a confusão, como sempre, acabou em festa. Poucas horas depois, estávamos todos juntos, inclusive muitas das nossas agressoras, tomando cerveja e dando gargalhadas, com as lembranças da surra de sombrinhas que tínhamos levado – recorda Pedro Lima.

    Em Rio Verde, também em Goiás, em outro jogo Ica meteu seus companheiros em outra confusão daquelas. Revoltado com as molecagens que Ica estava aprontando, enchendo o saco de todo mundo, um torcedor conhecido por Altino Paraguaio entrou em campo dando tiros de revólver para cima. Foi aquela correria. Pelo menos dessa vez os jogadores de Alto Araguaia não entraram na taca...
 
   Ica, Delvi, Idelvan e Juraci eram tão tranqueiras quando jogavam bola que às vezes procuravam armar confusão entre eles mesmos. Como aconteceu em 1963, quando o Araguaia Esporte Clube foi disputar um jogo com o Coxim, que tinha apenas dois jogadores da cidade – os irmãos Idelvan e Juraci – pois os outros eram do Operário e do Comercial, de Campo Grande.
   Os quatro irmãos passaram os 90 minutos do jogo, que terminou empatado por 3x3, xingando uns aos outros. Era palavrão para tudo quanto era lado e o juiz não podia fazer nada se não ia sobrar – e como ia!... – para ele também. "Você é um grande filho da puta, domina direito essa bola..." – "Filho da puta é você, eu te conheço muito bem, seu..." – foram as frases que a torcida mais ouviu durante todo o jogo...
         Como se os quatro não fossem filhos de uma mesma e honradíssima mãe...

terça-feira, 19 de junho de 2012

Sentada na bola e confusão

 Se nós estivermos ganhando, bem no final da partida um jogador vai sentar na bola..." – essa ordem foi dada pelo jogador e técni­co Ruiter na preleção no vestiário antes do Mixto entrar em campo em Rio Branco para cumprir o quarto compromisso, encerrando uma excursão por gramados da capital acreana em junho de 1972. Foi uma temporada bem lou­ca, com o alvinegro disputando 4 jogos em apenas cinco dias e se metendo em cada confusão...

Sentar na bola durante um jogo, uma ofensa intolerável no futebol, era uma forma do Mixto se vingar do tratamento nada cortês que estava re­cebendo dos acreanos. Já no primeiro jogo, que o Mixto perdeu de 1x0 para o Atlético Acreano, os comentaristas de rádios e de jornais chamaram os jo­gadores mixtenses de enganadores e pernas de pau. Afinal – ironizavam os cronistas – o Mixto era um time de profissionais e os jogadores atleticanos simples amadores...

Veio o 2º jogo, no dia seguinte, contra o Juventus, e o Mixto perdeu de novo, por 2x1. Novamente a crônica esportiva rio-branquense caiu de pau no alvinegro, cujo futebol era uma grande decepção para os acreanos. Os mix­tenses ficaram muito chateados com as críticas da crônica esportiva, pois o Tigre já era uma equipe respeitada no futebol brasileiro.

No terceiro jogo, contra o Rio Branco, o Mixto conseguiu um suado empate pela contagem mínima. O resultado não melhorou a cotação do alvi­negro perante os torcedores acreanos e muito menos à crônica esportiva.

Encerrando a temporada, o Mixto enfrentou o Independência. O time mato-grossense jogava fácil e ganhava o jogo por 2x0, com todos os mé­ritos.

Aos 43 minutos do 2º tempo, o goleiro Zé Rondonópolis, depois de um ataque da equipe adversária, em vez de repor a bola em jogo, sentou-se so­bre ela e ficou girando a cabeça em todas as direções do estádio, numa atitude zombeteira e provocativa!

Pra quê, xômano!... o pau quebrou feio! Num piscar de olhos, centenas de torcedores invadiram o campo e depois de tomar dos escoteiros que ajudavam a Polícia Militar no policiamento aquelas espécies de bordunas de 1,5 m de comprimento que usam em suas caminhadas em grupos, passaram a bater nos mixtenses sem dó. Os jovens escoteiros, coitados, acompanhavam o massacre sem poder fazer nada.

– Nós parecíamos tropas do general Custer sitiadas pelos índios sioux nos tempos da conquista do oeste americano – recorda o zagueiro cen­tral Felizardo. Apesar da eficiência da PM na proteção dos mixtenses, muitas pessoas da delegação alvinegra entraram na porrada pra valer.

O hotel onde o time mato-grossense estava alojado ficava bem próxi­mo do estádio. Os mixtenses voltaram para o hotel a pé, sob a proteção da PM, pois os torcedores rio-branquenses queriam bater mais nos jogadores alvine­gros por causa da ofensa de Zé Rondonópolis.

A tumultuada partida foi realizada numa quarta-feira à noite e logo que a delegação chegou ao hotel, o meio campo Ferreira, que era chegadinho numa birita, raspou a barba e foi para as ruas das imediações sondar como estava o ambiente. E voltou assustado com a revolta dos torcedores.

O embarque do Mixto para Cuiabá estava marcado para dois dias de­pois, porque naquele distante 1972 avião de passageiros nos céus da Amazônia era artigo de luxo. Para se vingar do insulto de Zé Rondonópolis, dezenas de torcedores passaram a noite fazendo barulho nas imediações do hotel para não deixar os mixtenses dormir...

A pancadaria no estádio e a arruaça dos torcedores no hotel eram apenas o começo de uma série de problemas que a delegação do Mixto ainda ia enfrentar em Rio Branco – lembra o massagista Carlito, do Mixto, que tinha viajado no lugar de Lisboa, que não podia sair de Cuiabá.

Se já não bastasse a grande confusão da noite, lá pelas 11h30 estava armado o maior fuá defronte ao hotel onde a delegação alvinegra ficou alojada. O motivo do rolo: a prisão do jogador Ferreira.

Acontece que Ferreira havia apostado com alguém da delegação que ele tinha coragem de mijar defronte ao hotel em pleno dia. E no horário com­binado – entre 11h30 e 12 horas – Ferreira saiu do hotel, olhou para os lados da rua e como não viu ninguém, começou a urinar...

Ferreira não tinha visto ninguém mesmo, nem um taxista que estava dentro do seu carro a uns 30 metros dali. O taxista, que também estava puto com a palhaçada de Zé Rondonópolis, ligou para a PM, que chegou rapidinho e prendeu Ferreira por atentado ao pudor...

O chefe da delegação/treinador/jogador Ruiter entrou na confusão em defesa do seu companheiro. Mas a prova do crime – a calçada molhada de urina – estava ali. E foi ajuntando pessoas, muitas delas já dispostas a dar uns catiripapos, de novo, nos mixtenses.

Depois de muito bate-boca e ameaças, Ruiter fez um acordo com os PMs que prenderam Ferreira: em vez de ir para uma cela, ficaria “detido” no hotel, de onde só sairia quando a delegação alvinegra fosse para o aeroporto...

Acordo selado e cumprido. No dia seguinte, logo cedo a delegação se mandou para o aeroporto de Rio Branco para não correr o risco de perder o voo. Chegava de tanto rolo! Mas o céu estava nublado e uma densa neblina impedia o avião, que já estava com a bagagem dos passageiros, de decolar.

Enquanto a tripulação aguardava autorização da torre de controle para a aeronave levantar voo, Ruiter resolveu engraxar os sapatos. Aí, a certa altura, apareceu onde Ruíter estava um empregado do aeroporto que começou a provocar o jogador, afirmando que o Mixto era uma porcaria de time de futebol, não valia nada, como a imprensa esportiva acreana estava dizendo...

De repente, Ruiter, que lia um jornal de Rio Branco que falava do Mixto, explodiu com o torcedor: “Este jornal não presta nem para limpar o meu sapato...” – reagiu Ruiter, enquanto fazia, com a publicação, o gesto dos engraxates lustrando calçados com um pano...

Estava armado novo sururu. O rapaz deu umas voltas pelo aero­porto, gesticulando e conversando, muito irritado, com outras pessoas. Não demorou, chegou ao aeroporto um numeroso grupo de oficiais da PM, que passaram a esculhambar todo mundo, e particularmente Ruiter, pela ofensa ao jornal.

– Acho que da turma o único que não era graduado era um sargento, que de certo foi chamado para amarrar a gente, porque, pelo jeito, naquele momento não havia algemas para toda a delegação – brinca Felizardo.

Ruíter se desmanchava em pedidos de desculpas, admitindo que ti­nha errado. Porém, o oficial que comandava o grupo não queria saber de justi­ficativas, e sim de passar uma descompostura daquelas em Ruiter.

Nisso, o quarto zagueiro Carlos Martins, que de tão preto chegava a ser azulado, e que estava tirando um cochilo, acordou zonzo de sono e pergun­tou: “Qual é a confusão agora, Ruiter? Se vão prender você, vão ter que prender todo mundo” – gritou Carlos Martins.

“Cala a boca, macaco!”... – berrou o oficial comandante do grupo. E deu uma ordem em seguida: “Comecem a descarregar a bagagem deles do avião, está todo mundo preso...”

Mais conversa e mil pedidos de desculpas dos mixtenses, que natu­ralmente atraíram as atenções de quem estava no aeroporto. Finalmente, com a intervenção do pessoal da Vasp, a delegação mixtense foi autorizada a em­barcar com destino a Porto Velho, onde acabou ficando mais dois dias por ter perdido a conexão do voo para Cuiabá.

Quando a delegação saía da sala para embarcar – lembra Ruiter – o oficial que liderava o grupo ainda fez uma advertência em forma de ameaça: “Caminhem direitinho para o avião. Quem olhar para trás vai em cana, fui bem claro?”

Ninguém olhou...


LIVRO DIVULGA MATO GROSSO
 Na recente visita que fez a Cuiabá para proferir uma palestra para alunos do Cuiabavest e ver como andam as obras da Arena Pantanal, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, em uma conversa informal com os profissionais da Imprensa sugeriu que eles escrevessem matérias sobre o futebol de Mato Grosso para ser inseridas no site do seu ministério a fim de divulgar esse esporte no Estado e cuja capital será uma das sedes do Campeonato Mundial de 2014. Na ocasião, o editor de Esportes da Folha do Estado, Sérgio Neves, lembrou ao ministro que este blogueiro lançou em maio do ano passado o livro Folclore do futebol de Mato Grosso, narrando mais de 200 casos folclóricos do futebol no Estado, desde os tempos mais remotos da chegada das duas primeiras bolas de futebol em Cuiabá, em 1905, até os dias atuais. Imediatamente, o ministro Rebelo pediu a  Sérgio Neves que o colocasse em contato telefônico com o autor do livro. “Eu não gostaria de retornar a Brasília sem o seu livro...” – disse Rebelo na conversa com o jornalista Nelson Severino. O livro, autografado, é claro, foi entregue ao ministro no hangar do Governo de Mato Grosso, quando ele se dirigia para o jatinho da FAB para embarcar, primeiramente com destino a São Paulo,  e depois Brasília. No rápido contato com Nelson Severino, o ministro destacou a importância de sua obra para resgate da memória do futebol mato-grossense e garantiu que sua assessoria vai preparar um resumo do livro para ser divulgado no site do Ministério do Esporte para divulgar Mato Grosso.  

sexta-feira, 11 de maio de 2012